The sharing of research: a reflection on the teaching of research methodologies in the performing arts at the graduate level
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v25i2246527Keywords:
performing arts, research methodology, performance studies, scientific humanities, critical pedagogyAbstract
This article reflects on the pedagogical experience of the course Internal Seminar: Shared Research Methodology, taught in the Graduate Program in Performing Arts at UFRJ between 2021 and 2025. Drawing on the contributions of Bruno Latour and Thomas Kuhn, it discusses the crisis of the modern image of science and its implications for research methodologies in the performing arts. The course was structured through horizontal and vertical dynamics of project sharing, combining theoretical debates, writing exercises, and visual and performative experimentations. The results highlight: the substantial reformulation of research projects through collective processes of reflection; the constitution of an epistemic community grounded in collaboration and horizontality; the expansion of methodological devices, with emphasis on visual, performative, and process-based practices; and the incorporation of forms of writing that foreground the situated, relational, and iterative nature of research in the performing arts.
Downloads
References
AGAMBEN, G. Signatura rerum: sobre o método. Tradução de Andrea Santurbano e Patrícia Peterle. São Paulo: Boitempo, 2019.
BACHELARD, G. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Tradução de Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.
BASBAUM, R. Além da pureza visual. 2. ed. Porto Alegre: Zouk, 2016.
BASBAUM, R. Manual do artista-etc. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2013.
COLLINS, P. H. Bem mais que ideias: a interseccionalidade como teoria social crítica. São Paulo: Boitempo, 2022.
CRESWELL, J. W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Tradução de Luciana de Oliveira da Rocha. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
DANIUS, S.; JONSSON, S. An Interview with Gayatri Chakravorty Spivak. Boundary 2, v. 20, n. 2, p. 24-50, 1993. DOI: 10.2307/303357. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/303357. Acesso em: 18 maio 2026.
DENSIN, N.; LINCOLN, Y. O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e abordagens. Tradução de Sandra Regina Netz. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
FRIQUES, M. S. O Teatro contra o Estado: clivagens, armadilhas e reinscrições entre as artes cênicas e as ciências sociais. Pragmatizes, Niterói, v. 12, n. 22, p. 443-497, 2022. DOI: 10.22409/pragmatizes.v12i22.50347. Disponível em: https://periodicos.uff.br/pragmatizes/article/view/50347. Acesso em: 18 maio 2026.
FRIQUES, M. S. (org.). Cartografia cultural de São João de Meriti. Rio de Janeiro: Numa, 2025.
GEERTZ, C. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
GEERTZ, C. O saber local: novos ensaios sobre antropologia interpretativa. Tradução de Vera Mello Joscelyne. Petrópolis: Vozes, 1997.
GOFFMAN, E. A representação do eu na vida cotidiana. Tradução de Maria Célia Santos Raposo. Petrópolis: Vozes, 1985.
HACKING, I. Ensaio Introdutório. In: KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. Tradução de Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. 13. ed. São Paulo: Perspectiva, 2018.
hooks, b. Anseios: raça, gênero e políticas culturais. Tradução de Jamille Pinheiro. São Paulo: Elefante, 2019.
hooks, b. Ensinando a transgredir: a educação como prática de liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. 2. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.
KUHN, T. A estrutura das revoluções científicas. Tradução de Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. 13. ed. São Paulo: Perspectiva, 2018.
LATOUR, B. Cogitamus: seis cartas sobre as humanidades científicas. Tradução de Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Editora 34, 2016.
LÉVI-STRAUSS, C. A antropologia diante dos problemas do mundo moderno. Tradução de Rosa Freire D’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
LÉVI-STRAUSS, C. Tristes trópicos. Tradução de Rosa Freire D’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
MARTINS, S. Arte como projeto, projeto como arte. Ars, São Paulo, v. 19, n. 42, p. 396-440, 2021. DOI: 10.11606/issn.2178-0447.ars.2021.186699. Disponível em: https://revistas.usp.br/ars/pt_BR/article/view/186699. Acesso em: 18 maio 2026.
MIGNOLO, W. D. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Tradução de Marco Oliveira. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 32, n. 94, e329402, 2017. DOI: 10.17666/329402/2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/nKwQNPrx5Zr3yrMjh7tCZVk. Acesso em: 20 maio 2026.
PRADO, D. Maturidade em gerenciamento de projetos. Nova Lima: INDG, 2010.
RANCIÈRE, J. A partilha do sensível: estética e política. Tradução de Mônica Costa Neto. Rio de Janeiro: Editora 34, 2005.
RANCIÈRE, J. La méthode de la scène. Paris: Lignes, 2018.
RISCADO, C.; FRIQUES, M. S. (org.). Missivas: metodologias de pesquisa em artes da cena. Rio de Janeiro: Numa, 2024.
SARLO, B. Tempo passado: cultura da memória e guinada subjetiva. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
SCHECHNER, R. O que é performance? O percevejo, Rio de Janeiro, v. 11, n. 12, p. 25-50, 2003.
SCHECHNER, R. Performance e Antropologia de Richard Schechner. Tradução de Ausonia Bernardes Monteiro. Rio de Janeiro: Mauad X, 2012.
SENNETT, R. A corrosão do caráter. Tradução de Marcos Santarrita. 12. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007.
STENGERS, I. Uma outra ciência é possível: manifesto por uma desaceleração das ciências. Tradução de Fernando Silva e Silva. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2023.
TURNER, V. Do ritual ao teatro: a seriedade humana de brincar. Tradução de Michele Markowitz e Juliana Romeiro. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2015.
TURNER, V. Dramas, campos e metáforas: ação simbólica na sociedade humana. Tradução de Fabiano Morais. Niterói: Eduff, 2008.
VIVEIROS DE CASTRO, E. Metafísicas canibais: elementos para uma antropologia pós-estrutural. São Paulo: Cosac Naify, 2015.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Ao submeter um artigo à Sala Preta e tê-lo aprovado para publicação os autores concordam com os termos da Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional. Os autores mantém, sem restrições, os direitos autorais dos documentos publicados pelo periódico.
Os documentos distribuídos sob os termos da Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional podem ser compartilhados, copiados e redistribuídos em qualquer meio e formato desde que sem fins comerciais e que os devidos créditos sejam dados. Os documentos também podem ser adaptados, remixados e transformados desde que, neste caso, as contribuições feitas ao material original sejam distribuídas sob a mesma licença que o original.