Fetichização da culpa e simulacro de aliança: crítica à branquitude institucional

Autores

  • Ewellim Keit Ramos Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1983-6023.sank.18.247985

Palavras-chave:

Branquitude, Aliança racial, Inclusão simbólica, Redistribuição de poder, Ruptura epistêmica

Resumo

Este artigo analisa criticamente as alianças raciais entre pessoas brancas e movimentos negros no Brasil, evidenciando como a branquitude mantém seu poder mesmo quando se diz “aliada”. Com base na escrevivência e em autoras como Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e bell hooks, denuncia-se o pacto racial que esvazia politicamente a escuta, estetiza a culpa branca e transforma elogios em controle. A representatividade simbólica promovida por instituições não rompe com o racismo estrutural, pois não há redistribuição real de poder. O texto rejeita a conciliação como caminho e propõe uma política de ruptura radical, baseada na restituição e na autoridade negra. A verdadeira aliança exige renúncia à centralidade branca e ao privilégio. Inspirado no amor radical de hooks, o artigo se posiciona como um ato de enfrentamento e não de apaziguamento.

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Biografia do Autor

  • Ewellim Keit Ramos, Universidade de São Paulo. Faculdade de Saúde Pública

    Doutoranda em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).

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Publicado

2025-04-16

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Seção

Artigos

Como Citar

Ramos, E. K. (2025). Fetichização da culpa e simulacro de aliança: crítica à branquitude institucional. Sankofa (São Paulo), 18(30), 56-76. https://doi.org/10.11606/issn.1983-6023.sank.18.247985 (Original work published 2025)