Escravizados ao templo: a busca pela liberdade nas lojas maçônicas
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1983-6023.sank.18.247987Palavras-chave:
Maçonaria, São Paulo, Movimento abolicionista, Liberdade, HistoriografiaResumo
A produção de estudos sobre escravidão urbano consolidou o protagonismo do escravizado na luta pela liberdade. Nesse artigo pretende-se analisar algumas estratégias adotadas pelos escravizados na cidade de São Paulo com o objetivo de alcançarem a liberdade. Jornais e atas maçônicas registraram algumas das estratégias adotadas pelos escravizados a fim de angariarem algum recurso ou obterem a liberdade efetiva valendo-se de alguns ritos próprios da organização maçônica. Muitos cativos viam os templos maçônicos como um espaço de apoio. Nas lojas América e Piratininga estavam reunidas uma parcela significativa de abolicionistas que atuavam na cidade de São Paulo. À frente da loja América, figurava Luiz Gama, abolicionista consagrado do local, que recorrentemente era procurado por escravizados. Documentos da loja revelam a iniciativa do maçom em apoiar os escravizados que procuravam pelo templo.
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