Políticas de saúde e antropologia da vida na Estratégia Saúde da Família

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/

Palabras clave:

saúde da família, vida, agenciamentos, cuidado, antropologia

Resumen

A investigação dos dilemas e desafios envolvidos no cotidiano das políticas da Estratégia Saúde da Família (ESF) pode ser reconfigurada na confluência com uma antropologia da vida, descentrando conceitos como saúde, cuidado e sofrimento e multiplicando as trilhas por onde passam os agenciamentos de humanos e não humanos. O objetivo deste artigo é analisar a ESF enquanto uma política da vida, que implica em um descenso ao cotidiano para entender etnograficamente os emaranhados de agenciamentos coletivos que se configuram no Sistema Único de Saúde (SUS), e além dele. Aproximar-se das “teorias da vida” implica em reconsiderar a biopolítica das populações e de biopoder a partir da perspectiva de Fassin que adverte que se a biopolítica implica na dissolução da vida em corpos e população, então precisamos retomar a “política da vida” enquanto um vasto território biológico e material; social e experiencial, que permitiria incluir as ambivalências e incertezas inerentes à política do cuidado. Esse arcabouço conceitual permitirá realizar uma releitura das pesquisas dos autores em diferentes contextos etnográficos da ESF ao longo das últimas décadas.

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Biografía del autor/a

  • Fátima Regina Gomes Tavares, Universidade Federal da Bahia

    Universidade Federal da Bahia. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Departamento de Antropologia. Programa de Pós-Graduação em Antropologia. Salvador, Bahia, Brasil.

  • Octavio Andres Ramón Bonet, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Universidade Federal do Rio de Janeiro. Instituto de Filosofia e Ciências Sociais. Departamento de Antropologia Cultural. Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

Publicado

2025-02-07

Número

Sección

Dossie

Cómo citar

Tavares, F. R. G., & Bonet, O. A. R. (2025). Políticas de saúde e antropologia da vida na Estratégia Saúde da Família. Saúde E Sociedade, 33(3), e240337pt. https://doi.org/10.1590/