Inserção profissional e identidade sanitarista: experiência de egressos da graduação em saúde coletiva/UFMT, brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902024240502ptPalabras clave:
Saúde Coletiva, Identidade profissional, Formação profissionalResumen
O objetivo deste artigo foi compreender a inserção profissional e a identidade como sanitarista a partir da experiência de egressos/as da Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Valemo-nos da Sociologia das Profissões pelas contribuições de Claude Dubar, identificando os sentidos da profissionalização pelas nuances da formação e das práticas na construção do “ser sanitarista”. Pela pesquisa qualitativa foram entrevistados/as 12 egressos/as atuantes na Saúde Coletiva com tratamento dos dados pela análise temática. Um tópico enfocou o perfil, as formas/estratégias de inserção profissional (convites, indicações, progressão/realocação nas instituições em que já atuavam, aprovações em pós-graduação, seletivos com contrato). Os vínculos variaram em cargos comissionados, contratos temporários, estatutários (concurso anterior) e como bolsistas. Outro tópico abordou as percepções identitárias construídas no mundo do trabalho na rede pública de saúde, sobressaindo o componente político-social do seu papel crítico, expressando compromisso social próprio da Saúde Coletiva de transformação social, melhoria da vida da população e a saúde como direito de cidadania e dever do Estado. A identidade profissional é construída processualmente e a inserção no trabalho se dá pela mobilização de agentes, cabendo o engajamento na luta por reconhecimento guiada pelos valores Reforma Sanitária Brasileira e de uma sociedade solidária, justa e democrática.
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