A presença de Georges Canguilhem entre os anos 1970 e 1980 na formação e na militância por uma Saúde Coletiva no Brasil: entrevista com Emerson Elias Merhy
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240688ptPalavras-chave:
Georges Canguilhem, Circulação de Ideias, Reforma Sanitária, Saúde ColetivaResumo
Trata-se de uma entrevista realizada em outubro de 2021 no âmbito de uma pesquisa sobre a recepção e a circulação de Georges Canguilhem no Brasil. O entrevistado, Emerson Elias Merhy, sanitarista e professor titular de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresenta de maneira peculiar e repleta de memórias de sua trajetória intelectual e militante uma das presenças do filósofo francês entre nós: aquela que teve como protagonista o Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo no período histórico perpassado pela Ditadura Civil-Militar, luta por democracia, acesso à saúde pública, universal e gratuita, e construção teórica, política e ética do campo da Saúde Coletiva. Seu relato ilustra um dos cenários sociais e acadêmicos que recepcionou o pensamento de Canguilhem no país, impulsionando um dos pilares de sustentação para uma nova perspectiva crítica e ampliada de saúde que emergia entre os anos 1970 e 1980. Esse depoimento, transcrito na íntegra, constitui um material exemplar sobre o fenômeno da circulação social de ideias, especialmente no que tange à leitura e recepção do pensamento de Georges Canguilhem no Brasil, situadas em um determinado período histórico, político e social.
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