Humanização no atendimento às mulheres indígenas em um hospital referência no Mato Grosso do Sul, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025230767ptPalavras-chave:
Hospital Públicos, Humanização da Assistência, Povos Indígenas, Saúde IndígenaResumo
Objetivo: Compreender as percepções de profissionais de saúde que atuam na linha materno-infantil sobre os desafios no atendimento às mulheres indígenas em um Hospital Universitário referência no Mato Grosso do Sul, Brasil. Método: Estudo transversal, utilizando questionário estruturado, junto a todos os 324 profissionais de saúde da linha materno-infantil. O questionário foi enviado online via Google forms, entre junho e agosto de 2020, com questões sobre assistência a mulheres indígenas no hospital. Diferenças entre as categorias de profissionais foram determinadas por meio do teste de Kruskal Wallis. Resultados: Participaram do estudo 230 profissionais, sendo a maioria da área de enfermagem (79,6%). Dos que responderam ter conhecimento sobre as etnias no município, apenas 16,5% acertaram e 40,0% não conhecem a Política Nacional de Humanização - HumanizaSUS. Houve diferença entre os médicos e demais profissionais nas práticas de discussão de casos das usuárias indígenas (p<0,001). Embora os trabalhadores tenham manifestado reações positivas a maioria das indagações quanto às práticas humanizadoras, houve diferenças entre categorias profissionais nessa percepção. Conclusão: Ainda há grande necessidade de melhorar a assistência aos povos indígenas na atenção especializada, havendo a necessidade de mudança na organização do trabalho e na postura profissional frente às singularidades das mulheres indígenas, sobretudo no fomento às ações de educação permanente.
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