A natureza social da saúde humana: releituras da determinação social a partir de uma perspectiva histórico-territorial
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250413ptPalavras-chave:
Saúde Pública, Determinantes Sociais da Saúde, Determinação Social da Saúde, Teoria Crítica, TerritórioResumo
Desde a sua emergência, a saúde pública tem sido marcada por intensas disputas em torno das formas de compreender e intervir nos processos de saúde. A perspectiva biomédica e epidemiológica multicausal ocupa uma posição hegemônica, mas, nos anos 1970, a perspectiva crítica latino-americana da determinação social passou a questionar os pressupostos ontoepistemológicos presentes nas intervenções e pesquisas em saúde. Esse reconhecimento permitiu avançar para além dos os debates centrados em doenças específicas ou em desenvolvimentos terapêuticos pontuais, promovendo um deslocamento conceitual e político em direção à Saúde Coletiva. Inserida nessa perspectiva, uma aposta em tornar visível a interdependência entre historicidade e territorialidade nas questões sanitárias, a intencionalidade política das ações em saúde e a complexidade dos processos de saúde–doença–cuidado e morte vem se materializando sob o nome de perspectiva crítica histórico-territorial. Este ensaio aborda as disputas ontoepistemológicas e praxiológicas do campo da saúde pública, recupera a tradição latino-americana da determinação social, própria da Saúde Coletiva, e apresenta uma formulação inicial de categorias-chave da perspectiva crítica histórico-territorial como um projeto teórico-político comprometido com uma práxis emancipadora e transformadora.
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