Saúde como ausência de dor: autopercepção e acesso aos serviços odontológicos de mulheres privadas de liberdade
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026230776ptPalavras-chave:
Saúde da Mulher, População Privada de Liberdade, Desigualdade em Saúde, Saúde Bucal, Acesso aos Serviços de SaúdeResumo
Objetivou-se conhecer a autopercepção de saúde bucal e a experiência de acesso aos serviços odontológicos de mulheres privadas de liberdade. Foi realizado um estudo na Penitenciária Consuelo Nasser, Aparecida de Goiânia (GO), em que se realizaram entrevistas com 15 participantes, observação não participante e registros em diário de campo, e os dados foram analisados pela técnica de Análise de Conteúdo Temática. O perfil sociodemográfico das participantes foi de jovens, solteiras, mães, sem apoio familiar e religião, com penas menores que oito anos e tráfico de drogas como a principal motivação da prisão. Observou-se autopercepção negativa da saúde bucal, devido à dor, estética e perda dentária e insuficiente acesso aos serviços. Viu-se a inexistência da equipe de atenção primária prisional, dependência da penitenciária masculina, atendimentos pontuais e mutiladores e falta de acesso regulado à Rede de Atenção à Saúde. Embora tenham práticas habituais de higiene bucal e acesso a alguns insumos, sentem-se abandonadas quanto às ações de promoção e prevenção em saúde bucal. As iniquidades constatadas refletem a necessidade de implementação de serviço de assistência odontológica, a fim de que mulheres privadas de liberdade tenham seu direito ao cuidado em saúde bucal garantido.
Downloads
Referências
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2026 Revista Saúde Sociedade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.