Rede de usuários de maconha medicinal no Ceará: uma luta por regulamentação
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026240835ptPalabras clave:
Proibicionismo; Redes Sociais de Usuários; Maconha Medicinal.Resumen
Desde os tempos antigos, a planta Cannabis sativa marcou os registros históricos de diversas sociedades ao redor do mundo. O movimento de proibição das drogas encarregou-se de criminalizar seu uso no Brasil. Concomitante aos avanços científicos, grupos de usuários se organizam politicamente para garantir o acesso à terapia canábica. O objetivo desta pesquisa é analisar a configuração da rede que busca acesso terapêutico à planta no estado do Ceará. Este estudo contou com a participação de seis pessoas, duas mulheres e quatro homens, que formam uma rede de usuários de maconha medicinal no Ceará. Os dados foram produzidos a partir da amostragem por conveniência. A pesquisa apresenta um movimento social em busca de garantir o acesso à terapia com cannabis medicinal. Os dados produzidos indicam que o proibicionismo legal dificulta o acesso ao tratamento, impactando a qualidade de vida de pacientes e familiares. Nesse sentido, podemos inferir que a organização social, a partir da formação de grupos e associações formais e informais, está buscando mitigar os efeitos produzidos pela proibição dos produtos derivados desta planta. Conclui-se que, no estado do Ceará, as redes sociais impulsionam progressos no acesso ao uso medicinal da cannabis.
Descargas
Referencias
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Saúde Sociedade

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.