Utopia sem devaneio: “É de um outro projeto político que se trata a nossa luta pela saúde” – Entrevista com Maria Inês Barbosa
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250851ptPalavras-chave:
PNSIPN, Racismo Institucional, Direito à Saúde, Equidade, Política de SaúdeResumo
A assistente social, professora e doutora em saúde pública (USP, 1998), Maria Inês da Silva Barbosa, desempenhou um papel significativo na formulação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN, 2009), uma política cuja marca é o reconhecimento do racismo institucional, e das desigualdades étnico-raciais como determinantes sociais das condições de saúde, o que potencializou o destaque das demandas específicas de saúde da população negra, além de expandir o debate, a formação e a articulação sobre o tema para fortalecer a agenda antirracista no Sistema Único de Saúde (SUS). A PNSIPN é resultado de décadas de lutas dos movimentos sociais negros brasileiros pela democratização do acesso à saúde pública. Foi nesse contexto de lutas que a prof.ª Maria Inês da Silva Barbosa integrou a primeira gestão da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), em 2003, articulando com a sociedade civil e o Ministério da Saúde a formulação da política.
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