E eu não sou um usuário do SUS? O (não) acesso dos homens negros aos serviços das Unidades Básicas de Saúde do município do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026260153ptPalabras clave:
Homens Negros; Racismo; Atenção Primária à Saúde; Rio de Janeiro.Resumen
Neste ensaio, refletimos sobre as vulnerabilidades históricas que permeiam e condicionam a trajetória do acesso de homens negros à atenção primária à saúde (APS) do município do Rio de Janeiro. Tomando as expressões da questão social e o racismo como ponto de partida, construímos um exercício metodológico e ético de construção de uma narrativa de caráter contra hegemônico para compreender como esses processos tangenciam a morbimortalidade e o não-lugar dos homens negros na APS. Constatamos que pensar os homens negros como sujeitos da/na APS constitui um desafio, sendo estratégico enfrentar a sua (in)visibilidade no acesso aos serviços de saúde, com vistas à promoção de saúde que envolva os homens negros no processo de planejamento, avaliação, monitoramento e atenção.
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