A produção de biocidadanias digitais da infância em comunidades biossociais do Facebook

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902024230603pt

Palabras clave:

Medicalização, Transtornos do Comportamento Infantil, Biopolítica, Redes Sociais, Discurso

Resumen

O objetivo desta pesquisa foi analisar como os processos de medicalização da infância atuam em comunidades biossociais de pais na rede social. A investigação partiu de uma abordagem de etnografia virtual em dois grupos de comunidades de pais de crianças diagnosticadas com TDAH na plataforma Facebook, pelo período de junho de 2021 a novembro de 2022, tendo como viés analítico análise de discurso de Michel Foucault. Os resultados demonstram que as redes sociais são espaços de ancoragem, circulação e reforço de discursos que atuam a partir de enunciados biomédicos acerca da medicalização da infância, e que constroem posições de sujeitos para pais, mães e, em especial, as crianças, que são o objeto destes discursos. Além disso, os fenômenos de medicalização da infância se tornam articulados por estratégias biopolíticas que reduzem apenas a causas biológicas um conjunto de problemas sociais e educativos. Podemos afirmar, ao fim, que as redes sociais auxiliam na expansão dos diagnósticos de transtornos mentais infantis através dos inúmeros compartilhamentos de informações sobre os possíveis transtornos, atuando como ferramentas para criação, circulação e controle de corpos por meio de enunciados ancorados em discursos biopsicopatológicos, que por sua vez permitem a produção de biocidadanias digitais-informacionais e comunidades biossociais.

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Biografía del autor/a

  • Daniela Cristina Rático de Quadros, Universidade do Vale do Itajaí

    Universidade do Vale do Itajaí. Itajaí, SC, Brasil.

  • George Saliba Manske, Universidade do Vale do Itajaí

    Universidade do Vale do Itajaí. Itajaí, SC, Brasil.

Referencias

Publicado

2024-12-01

Número

Sección

Original research articles

Cómo citar

Quadros, D. C. R. de, & Manske, G. S. (2024). A produção de biocidadanias digitais da infância em comunidades biossociais do Facebook. Saúde E Sociedade, 33(4), e230603pt. https://doi.org/10.1590/S0104-12902024230603pt