“Não defender o indefensável”: elementos para uma abordagem cosmopolítica e antirracista da saúde pública no fim do mundo
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240788ptPalabras clave:
Saúde Coletiva, Capitaloceno, Cuidado, Poética Negra Feminista, AntropologiaResumen
No marco de crescentes discussões sobre descolonização no campo da saúde, este ensaio tem como objetivo apresentar um repertório conceitual mobilizado pela relação entre proposição cosmopolítica, disputas pelo cuidado, poética negra feminista e debates sobre o fim-do-mundo. Argumenta se que há um forte constrangimento dos limites imaginativos do campo e isso não é um problema técnico, de financiamento nem ideológico. Para possibilitar reorganizações mais contundentes de luta democrática hoje, parece preciso um processo de desmontagem e experimentação de possibilidades de reorganização epistêmico-política e administrativa. Tomando como base um processo maior de pesquisa antropológica com pessoas, redes e territórios que, de formas diversas, experimentam a saúde pública (o Estado, os direitos, a ciência e a modernidade) a uma certa distância e com desconfiança, este ensaio oferece recursos férteis para ajudar nas necessárias reformulações da saúde pública/coletiva e repensar processos formativos, de produção de conhecimento e, potencialmente, de reorganização político administrativa. A possibilidade especulativa que se abre é a de aventurar-se a ver e recriar com e desde múltiplas diversas perspectivas, adotando de início a multiplicidade ontológica de sujeitos/mundos/ relações à/da saúde, a multiplicidade epistêmica e a multiplicidade de práxis e especulações políticas.
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