Cativar e deixar-se cativar: por um humanismo relacional no encontro entre profissionais de saúde e pacientes
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240780ptPalabras clave:
Teoria Relacional da Sociedade, Relação Social, Relação Médico-Paciente, AlteridadeResumen
Diante da urgência de resgatar a centralidade das relações de cuidado nas práticas de saúde, fortalecendo atitudes e espaços para encontros intersubjetivos que se apoiam na tecnologia, mas não se resumem a ela, objetivamos delinear contribuições da Teoria Relacional da Sociedade para a conceituação e vivência da relação com o paciente. Neste ensaio, utilizamos o desenvolvimento da amizade entre a raposa e o pequeno príncipe na célebre fábula de Saint-Exupéry como metáfora para refletir sobre concepções e práticas dos profissionais de saúde no encontro com seus pacientes. Partindo da análise das bases culturais de nossas concepções de identidade e alteridade, apresentamos a potencialidade da perspectiva relacional para o desenvolvimento de um humanismo pautado nas relações de cuidado, a partir do qual, sem negar as assimetrias de poder, profissionais e pacientes cativam e deixam-se cativar, transformando-se reciprocamente e podendo constituir uma autêntica alteridade.
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