Potenciais da epistemologia védica para a prática de yoga no SUS
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026240712ptPalabras clave:
Yoga; Saúde Pública; Conhecimento; Atenção Primária à Saúde; HermenêuticaResumen
A ocidentalização, cientificização e tecnificação do yoga têm gerado uma dissociação de elementos de sua cultura originária, favorecendo uma abordagem empírica alinhada à linguagem biomédica. Essas mudanças epistemológicas resultaram na perda do yoga como caminho para o conhecimento soteriológico, reduzindo aspectos orais e simbólicos da tradição védica a práticas frequentemente descontextualizadas ou inadequadamente interpretadas. Este trabalho objetivou apresentar alguns aspectos da epistemologia dessa tradição e, a partir de sua compreensão, avançar contribuições possíveis para a melhoria da prática do yoga no ambiente do SUS. Com uma abordagem teórico-hermenêutica e decolonial, esta pesquisa se fundamenta na imersão em escrituras da tradição védica, incluindo a Bhagavad Gītā e as Upaniṣad’s, para explorar conceitos sânscritos como śabda e pramāṇa. No contexto védico, a validação epistêmica é experiencial, pessoal e autoevidente, com o conhecimento soteriológico manifestando-se na transformação interior do sujeito pela superação da ignorância e do sofrimento. A partir da tradição védica, defendem-se melhorias pedagógicas para o yoga no SUS que contemplem dimensões relacionais, éticas e coletivas da experiência, com as aulas de yoga envolvendo espaços para o compartilhamento e tematização de afecções, desejos, necessidades e valores socioculturais que impactam a saúde coletiva e individual, promovendo um campo de aprendizado e diálogo.
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