Saúde da população negra: do desconhecimento de profissionais da saúde à urgência da educação em perspectiva antirracista
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250450ptPalabras clave:
Formação em Saúde; Educação Permanente; Antirracismo; Saúde da População Negra; Racismo.Resumen
A luta antirracista na saúde implica repensar a formação profissional. A formação em saúde e a educação permanente na saúde deveriam observar o que determina a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), a Resolução CNS nº 569 e as Diretrizes Curriculares para a educação das relações étnico-raciais. O artigo busca refletir sobre a importância da educação permanente em saúde (EPS) voltada ao combate do racismo nos serviços de saúde. A partir de relatos de profissionais de um serviço de atenção à saúde mental, demonstramos que a formação em saúde, a partir de uma perspectiva antirracista, ainda é quase inexistente. Os relatos demonstram a pouca presença ou silenciamento da abordagem da saúde da população negra e temas relacionados ao racismo e antirracismo. Para além da denúncia das ausências, ressaltamos a percepção de profissionais acerca da necessidade de existir, nos diversos processos formativos, a abordagem de temas relacionados à promoção da saúde da população negra, enquanto um compromisso com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Nos fundamentamos nas normativas relacionadas à educação das relações étnico-raciais e à saúde da população negra.
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