Entrevista com Putira Sacuena
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250451ptPalabras clave:
Saúde Indígena; Atenção Primária à Saúde; Racismo Institucional; Medicinas Indígenas; Mulheres Indígena.Resumen
Nesta entrevista, Putira Sacuena compartilha reflexões sobre sua trajetória como mulher indígena, liderança, biomédica, cientista e atual diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena da Secretaria de Saúde Indígena. A conversa articula dimensões pessoais e políticas, compondo uma narrativa comprometida com a transformação das estruturas que historicamente invisibilizaram os povos indígenas. Putira reflete sobre sua formação na comunidade, destacando os saberes herdados especialmente de sua avó paterna, parteira no território do Rio Negro. Esses conhecimentos entrelaçados à sua formação acadêmica sustentam sua atuação como “doutora parente”. Com base em sua experiência na saúde coletiva e na gestão pública, Putira discute os desafios da formação de profissionais de saúde, o enfrentamento ao racismo institucional e a necessidade de políticas que reconheçam a transversalidade da saúde indígena no SUS. Defende o fortalecimento das medicinas indígenas como formas legítimas de cuidado, ciência e política. Putira nos convida a repensar o SUS a partir dos territórios indígenas e a reconhecer as ciências indígenas como fundamento para uma atenção verdadeiramente diferenciada e antirracista.
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