Determinantes sociais ou processos de determinação? Reflexões antropológicas a partir de experiências de mulheres do Distrito Federal durante e após a pandemia de Covid-19
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026260146ptPalabras clave:
Determinantes Sociais da Saúde, Processo, Ciências Sociais, Saúde ColetivaResumen
Este ensaio apresenta contribuições advindas da teoria antropológica e de uma pesquisa qualitativa longitudinal para a análise da conformação social da saúde, com ênfase no seu caráter processual e dinâmico. Para tanto, apresenta acepções do conceito de determinantes sociais da saúde, contextualiza o seu surgimento no campo da saúde, bem como menciona críticas presentes no campo da Saúde Coletiva. São apresentadas experiências de mulheres periféricas do Distrito Federal durante e após a pandemia de Covid-19, que evidenciam agenciamentos e reflexividade sobre suas condições de vida. Argumenta-se que tal agenciamento e reflexividade mostram que as condições de vida não atuam como meras externalidades, mas que são reconhecidas e mediadas ativamente pelos sentidos de suas ações. Assim, em contraposição a uma abordagem determinística desse conceito de determinantes sociais da saúde, propõem-se a compreensão dos determinantes sociais da saúde a partir da mobilização de vertentes teóricas que privilegiam a processualidade das práticas sociais.
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