Jurema Sagrada e Saúde Coletiva: Caminhos decoloniais na Estratégia de Saúde da Família

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902026240471pt

Palabras clave:

Jurema Sagrada; Medicina Tradicional; Decolonialidade; Saúde da Família.

Resumen

A decolonialidade desafia a ordem colonial/ moderna e o modelo eurocêntrico hegemônico de conhecimento e cuidado em saúde, propondo novas formas de pensar a produção de saúde. A medicina tradicional da Jurema Sagrada, profundamente enraizada em saberes indígenas e afro-brasileiros e presente no Nordeste brasileiro, integra corpo, mente e espírito por meio de rituais, plantas medicinais e práticas holísticas de cura. Reconhecer a Jurema Sagrada na saúde coletiva significa dialogar entre diferentes epistemes e modos de cuidado, promovendo uma abordagem inclusiva e decolonizada. Este ensaio teórico percorre os conceitos centrais da decolonialidade na ciência e na saúde, os cuidados tradicionais da Jurema Sagrada e as possibilidades de integração desses saberes com o SUS e a Estratégia de Saúde da Família (ESF). Valorizar essas práticas ancestrais questiona a hegemonia do conhecimento biomédico e propõe um cuidado mais amplo, integrativo e culturalmente sensível. Destaca-se a necessidade de visibilizar os terreiros de Jurema como espaços produtores de saúde nos territórios, fortalecendo caminhos decoloniais de cuidado e ampliando a pluralidade de saberes no campo da Saúde Coletiva (SC).

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Biografía del autor/a

  • Sydia Rosana de Araújo Oliveira

    Doutora em Saúde Coletiva e Pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Instituto Aggeu Magalhães (IAM), Recife, PE, Brasil.

  • Jonatan Willian Sobral Barros da Silva

    Doutorando em Saúde Coletiva pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Instituto Aggeu Magalhães (IAM), Recife, PE, Brasil.

Referencias

Publicado

2026-08-25

Número

Sección

Ensaio

Cómo citar

Oliveira, S. R. de A., & Barros da Silva, J. W. S. (2026). Jurema Sagrada e Saúde Coletiva: Caminhos decoloniais na Estratégia de Saúde da Família. Saúde E Sociedade, 35(4), e240471pt. https://doi.org/10.1590/S0104-12902026240471pt