Amefricanas: corpo-território, ancestralidade e memórias de mulheres na América Latina e Caribe
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250733ptPalabras clave:
Mulheres; Corpo-território; Feminismo; Ancestralidade; Memória.Resumen
Este artigo propõe um debate sobre a memória de mulheres amefricanas a partir de uma perspectiva contracolonial e em diálogo com a dialética entre consciência e memória de Lélia Gonzalez, com foco em sua contribuição teórica e prática por meio da categoria Amefricana. Para tanto, apoiamo-nos em metodologias que privilegiam a tecitura de memórias a partir da oralidade, onde narrativas e sentidos tecem uma “trama invisível” de lutas e resistência de mulheres que se estende a toda América Latina e Caribe. Falamos da resistência de mulheres à violência e à violação de direitos articulada às noções de corpo-território e de ancestralidade, como também abordamos dinâmicas de cura, cuidado em saúde, mobilização territorial e construção de redes de proteção e afeto concretizadas por mulheres amefricanas. Buscamos enunciar movimentos de criação e recriação de resistências e insurgências de mulheres em um determinado espaço-tempo no contexto da América Latina e Caribe. Nossa irmandade enquanto mulheres negras/amefricanas/ quilombolas possibilita arranjos de fios e “nós” que, a despeito de nossa pluralidade territorial e cultural, nos permite conexões e redes de produção de conhecimento, saberes e afetos.
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