Narrativas de homens gays con(vivendo) com hiv: pensando masculinidades, interseccionalidades e saúde
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250321ptPalabras clave:
Masculinidades; Saúde; hiv/aids; Interseccionalidade; Cuidado.Resumen
O hiv/aids segue como uma questão central de saúde pública, atravessando dimensões biomédicas, sociais, culturais e políticas. No Brasil, apesar dos avanços no acesso à terapia antirretroviral, persistem desafios estruturais marcados por estigmas, desigualdades e vulnerabilidades. Este artigo, resultado de uma pesquisa de pós-doutorado, investiga como diferentes masculinidades são mobilizadas por homens gays vivendo com hiv na produção de sentidos sobre si e sobre o cuidado em saúde. A análise considera como marcadores sociais, como geração, raça e classe, influenciam tais experiências, evidenciando que as práticas e representações do cuidado não se dissociam dos modos de ser homem em contextos atravessados por normas de gênero, sexualidade e poder. A pesquisa adota a etnografia como principal procedimento metodológico e utiliza como ferramentas analíticas os conceitos de interseccionalidade e determinação sociocultural da saúde. Os resultados apontam que as vivências com o hiv são profundamente atravessadas por discursos sobre masculinidades, afetando a forma como o cuidado é concebido, vivido e reivindicado. Ao trazer o debate sobre masculinidades para o centro da análise, o estudo contribui para ampliar os horizontes do campo de estudos sobre hiv/aids, reforçando a necessidade de políticas públicas que reconheçam a complexidade das experiências e subjetividades de homens historicamente marginalizados.
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