Itinerários terapêuticos de um usuário de um CAPS infantojuvenil e práticas de saúde de seu território
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250475ptPalabras clave:
Itinerário Terapêutico; Saúde Mental; Criança; Medicalização; Terapias Complementares.Resumen
A investigação dos percursos por cuidados em saúde mental infantojuvenil deve considerar um campo de possibilidades em vários contextos socioculturais, assim como processos de escolha e decisão intersubjetivas, concretizadas por trajetórias de cada família a partir de suas experiências. A sociologia e a antropologia da saúde ressaltam que o conhecimento sobre Itinerários Terapêuticos (IT) pode oferecer um diálogo entre a clínica e a história dos sujeitos, devendo ser considerados aspectos socioculturais da história pessoal e do adoecimento. O objetivo deste artigo é investigar, pelos IT, as práticas de saúde buscadas ou adotadas pela família de uma criança de onze anos, usuária de um Centro de Atenção Psicossocial infantojuvenil (CAPSi). A pesquisa qualitativa teve como principal instrumento a observação participante com o menino Pedro e sua família. De modo complementar, realizaram-se entrevistas semiestruturadas com sua mãe. O percurso de Pedro foi se constituindo por caminhos diversos e complementares. No âmbito profissional, verificou-se a procura por especialistas como médicos e psicólogos, embora sua mãe tenha evidenciado críticas ao tratamento medicalizante, afirmando o desejo de busca por cuidados mais naturais. A partir da escuta e busca por soluções aos problemas apresentados por Pedro, o itinerário percorrido não foi único nem linear, mas múltiplo.
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