Masculinidades, paternidade e prisão: o que dizemos homens?
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250701ptPalabras clave:
Masculinidades; Paternidades; Prisão.Resumen
Dada a invisibilidade do tema das masculinidades e o reconhecimento da necessária abordagem da paternidade em todos os contextos sociais, o objetivo deste artigo consiste em analisar os discursos de oito homens privados de liberdade acerca da paternidade. Para tanto, buscou-se discorrer sobre a reprodução de uma masculinidade hegemônica, baseada na força e supressão das emoções, e sobre a paternidade enquanto uma atribuição de uma masculinidade heterossexual, articulando a experiência da privação de liberdade. As relações dos entrevistados com seus próprios pais foram marcadas por violência e distância física e emocional. Considerando que a paternidade experimentada pelos homens acaba sendo um ponto de partida para construírem suas experiências como pais, uma vez que a paternidade também é composta por um aspecto transgeracional, entendemos que poder pensar as relações que os homens presos tiveram com seus próprios pais ajuda a refletir sobre a importância da construção de modelos mais positivos e afetivos de paternidade e de masculinidades que assumam o exercício parental como parte essencial de sua identidade e não como responsabilidade secundária.
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