Do interdito à prova de autenticidade: o mito do amor romântico vivenciado como loucura e seus impactos na saúde mental

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902026260056pt

Palabras clave:

Mito, Amor Romântico, Alma Gêmea, Loucura, Sofrimento Mental

Resumen

O presente artigo dá continuidade à agenda de pesquisa da primeira autora, que estuda o amor a partir da construção social de mitos. Neste artigo, buscamos objetivar em que medida os mitos sobre o amor podem impactar a vivência afetiva de mulheres, tendo como recorte empírico os mitos da alma gêmea e do amor como loucura. Para tanto, realizamos uma pesquisa em um grupo de WhatsApp composto por mulheres que buscam ajuda para sair de relacionamentos abusivos, além de realizarmos entrevistas com três mulheres participantes desse grupo, cujas mulheres representam o padrão de histórias recorrentes no grupo. Em termos teóricos, inspiramo-nos na função social do mito em Durkheim. Os dados indicam que o amor vivenciado por essas mulheres se inscreve no modelo do amor romântico, com forte associação entre amor e loucura como prova de autenticidade e amor verdadeiro, o que acarreta diversas formas de sofrimento emocional, com destaque para o sentimento de culpa. 

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Biografía del autor/a

  • Maria Chaves Jardim

    Universidade Estadual Paulista (Unesp), Araraquara, SP, Brasil. 

  • Thaís Caetano de Souza

    Universidade Estadual Paulista (Unesp), Araraquara, SP, Brasil.

Referencias

Publicado

2026-09-24

Número

Sección

Dossier - Gender, the market, and mental health

Cómo citar

Jardim, M. C., & Souza, T. C. de. (2026). Do interdito à prova de autenticidade: o mito do amor romântico vivenciado como loucura e seus impactos na saúde mental. Saúde E Sociedade, 35(3), e260056pt. https://doi.org/10.1590/S0104-12902026260056pt

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