A racialidade como fundamento do racismo na cultura alimentar de comunidades tradicionais da Bahia
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250726ptPalabras clave:
Racialidade, Alimento, Racismo Alimentar, Raça, QuilombolasResumen
A racialidade refere-se ao processo social de classificação dos seres humanos em raças, fundamental para justificar a dominação de povos e culturas, determinando relações de poder com objetivos econômicos. As comunidades tradicionais pautam suas vivências e existências por um sentido singular de comunhão e são alvo de ações e violências, que expressam o racismo que sustenta as relações sociais no mundo capitalista. Os objetivos deste artigo consistem em discutir o processo de racialização do alimento em comunidades tradicionais da Bahia e os impactos na vida e saúde dos seus integrantes. Trata-se de análise de duas pesquisas multicampi, realizadas em três comunidades tradicionais, localizadas no Estado da Bahia. Para coleta de dados, foram utilizadas as técnicas de observação participante, grupo focal, roda de conversa e entrevista semiestruturada. As informações foram examinadas segundo a análise de conteúdo, referenciais teóricos relativos ao racismo, expresso na cultura alimentar. Como resultado, observou-se que o processo de racialização está intrinsecamente relacionado às experiências vividas pelas comunidades tradicionais em vários aspectos da vida e, especificamente, com a cultura alimentar. As formas de agir dessas comunidades diante dos desafios relacionados aos padrões tradicionais e ancestrais de consumo evidenciam o papel fundamental no enfrentamento ao racismo.
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