Catadores de materiais recicláveis e o racismo estrutural em uma cooperativa de Salvador/BA
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250409ptPalabras clave:
Cooperativa de Reciclagem; Preconceito Racial; Condições de Trabalho; Desigualdade Social; Saúde AmbientalResumen
Os catadores de materiais recicláveis muitas vezes exercem suas atividades em situações precárias, insalubres e rodeadas por desigualdades socioeconômicas e raciais. Nesse contexto, o racismo estrutural perpetua estereótipos negativos e a discriminação enfrentada pelos catadores, o que impacta o acesso a oportunidades e tratamento igualitário. Este trabalho objetiva compreender a percepção dos catadores cooperados em face das consequências do racismo estrutural e explorar estratégias de resistência e enfrentamento. Foi realizado um estudo em cooperativa localizada na cidade de Salvador/BA, escolhida devido ao seu processo histórico e bairro periférico em que está localizada, levando em consideração indícios de preconceito e a estigmatização relacionados às atividades dos catadores de materiais recicláveis. A metodologia teve como base a observação participante e o registro em diário de campo. Após a análise dos conteúdos, constatou-se a presença de impactos significativos do racismo estrutural no desempenho das atividades dos catadores. Observaram-se, ainda, reflexos diretos na autoestima deles, visto que muitos relatam um sentimento de desvalorização e estigmatização. Este trabalho não apenas evidencia a presença do racismo estrutural, mas também reforça a necessidade de políticas públicas e ações afirmativas que promovam a inclusão e a valorização dos catadores de materiais recicláveis.
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