Ultraprocessados, colonialidade alimentar e transformação dos sistemas alimentares dos indígenas Apinajé

Autores/as

  • Érika Larissa Poscidonio de Souza

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250445pt

Palabras clave:

Saúde Indígena; Insegurança Alimentar Indígena; Sistemas Alimentares; Ultraprocessados.

Resumen

Este artigo discute como a colonialidade alimentar se manifesta através da massiva inserção de alimentos industrializados, alterando os sistemas alimentares do povo Apinajé e contribuindo para o enfraquecimento da saúde e dos sistemas alimentares tradicionais. O objetivo foi compreender as transformações dos sistemas alimentares em duas aldeias dessa etnia, provocadas pelas relações de poder estabelecidas com os não indígenas. Para isso, a pesquisa baseou-se em dados qualitativos de entrevistas realizadas com anciões e mães, que abordaram práticas alimentares e seus impactos na saúde da etnia. Os resultados mostram a existência de uma relação de poder que hierarquiza os sistemas alimentares e altera a relação com o alimento, fragilizando saberes tradicionais. Conclui-se, assim, que a marginalização histórica dos indígenas se atualiza na colonialidade alimentar que vulnerabiliza a alimentação tradicional e a saúde do povo Apinajé.

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Biografía del autor/a

  • Érika Larissa Poscidonio de Souza

    Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), Araguaína, TO, Brasil

Referencias

Publicado

2026-10-20

Número

Sección

Original research articles

Cómo citar

de Souza, Érika L. P. (2026). Ultraprocessados, colonialidade alimentar e transformação dos sistemas alimentares dos indígenas Apinajé. Saúde E Sociedade, 35(4), e250445pt. https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250445pt