Ultraprocessados, colonialidade alimentar e transformação dos sistemas alimentares dos indígenas Apinajé
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250445ptPalabras clave:
Saúde Indígena; Insegurança Alimentar Indígena; Sistemas Alimentares; Ultraprocessados.Resumen
Este artigo discute como a colonialidade alimentar se manifesta através da massiva inserção de alimentos industrializados, alterando os sistemas alimentares do povo Apinajé e contribuindo para o enfraquecimento da saúde e dos sistemas alimentares tradicionais. O objetivo foi compreender as transformações dos sistemas alimentares em duas aldeias dessa etnia, provocadas pelas relações de poder estabelecidas com os não indígenas. Para isso, a pesquisa baseou-se em dados qualitativos de entrevistas realizadas com anciões e mães, que abordaram práticas alimentares e seus impactos na saúde da etnia. Os resultados mostram a existência de uma relação de poder que hierarquiza os sistemas alimentares e altera a relação com o alimento, fragilizando saberes tradicionais. Conclui-se, assim, que a marginalização histórica dos indígenas se atualiza na colonialidade alimentar que vulnerabiliza a alimentação tradicional e a saúde do povo Apinajé.
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