Aquilombar é cozinhar a liberdade: as epistemologias negras na alimentação e saúde
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026260019ptPalabras clave:
Aquilombamento; Antirracismo; Alimentação Saudável; Promoção da Saúde; Saúde da População Negra.Resumen
A formulação de epistemologias negras em alimentação e saúde não se faz de forma dissociada da observação da natureza, das dinâmicas comunitárias de uso dos territórios, dos modos e fundamentos alicerçados nas culturas africanas e afrodiaspóricas. Esses saberes são frutos das práticas ancestrais de resistência a compor estratégias de organização da vida em direção à paz quilombola. Neste estudo de caso, analisamos a presença e a concretude das epistemologias negras no universo da alimentação e nutrição, em experiências de aquilombamentos de natureza acadêmico-científica e popular. Foram analisadas as produções dos projetos CulinAfro (UFRJ), Rede Ajeum, Crioula Curadoria Alimentar e o projeto Baobá (UERJ), por meio dos materiais de divulgação e produção científica de acesso aberto, e a experiência do projeto “Quem Ocupa, Cuida” da “Cozinha Ocupação Nove de Julho” do Movimento Sem-Teto do Centro (MSTC), mediante observação participante realizada durante a 35ª Bienal de Arte de São Paulo, “Coreografias do Impossível” no ano de 2023. Evidenciou-se a pungência de iniciativas, dentro e fora das universidades, protagonizadas por mulheres negras. Estas trazem para o centro de seus fazeres-saberes em alimentação e saúde as comunidades negras com suas múltiplas identidades, culturas, contextos, limitações e potencialidades.
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