Masculinidades, o sistema endócrino e a toxicidade ambiental: uma discussão sobre desreguladores endócrinos

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250285pt

Palabras clave:

Masculinidade Tóxica; Desregulação Hormonal; Substâncias Químicas Tóxicas; Antropoceno.

Resumen

Este artigo propõe uma dobra na noção de “masculinidade tóxica” com o objetivo de discutir as preocupações, as controvérsias e os posicionamentos acerca dos desreguladores endócrinos (DEs), substâncias químicas tóxicas que afetam o sistema endócrino. Baseado teórica e metodologicamente nos estudos feministas da ciência e na teoria queer, investiga a “masculinidade” como uma realidade hormonal proveniente da prática científica endocrinológica. Aborda os efeitos dos DEs no sistema endócrino de homens cisgêneros a partir da análise dos discursos indutores de pânico que afirmam que a “feminilização” dos organismos masculinos representa o fim da espécie humana. Problematiza os pressupostos cisheteronormativos dos discursos científicos. Conclui-se que os DEs lançam luz à relação entre organismos e meio ambiente e aos limites do dimorfismo sexual na atual conjuntura de crise climática e desregulação endócrina.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Emília Braz

    Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto
    Alegre, RS, Brasil

  • Fabíola Rohden

    Professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social e do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil

Referencias

Publicado

2026-10-23

Número

Sección

Dosier – Masculinidades, género y salud

Cómo citar

Braz, E., & Rohden, F. (2026). Masculinidades, o sistema endócrino e a toxicidade ambiental: uma discussão sobre desreguladores endócrinos. Saúde E Sociedade, 35(4), e250285pt. https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250285pt