“Homem não chora”: masculinidades hegemônicas e cultura da invulnerabilidade em Plínio Marcos
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250631ptPalabras clave:
Masculinidades Hegemônicas; Plínio Marcos; Saúde Masculina; Violência; Gênero.Resumen
Este artigo analisa como as masculinidades hegemônicas são representadas e problematizadas nas peças “Barrela”, “Navalha na carne” e “Dois perdidos numa noite suja”, de Plínio Marcos, estabelecendo relações entre violência, virilidade, vulnerabilidade e saúde masculina. A pesquisa, de caráter qualitativo, bibliográfico e analítico-interpretativo, fundamentase nos estudos das masculinidades e na crítica de gênero para investigar de que modo as personagens masculinas reproduzem, tensionam ou deslocam modelos normativos de masculinidade socialmente legitimados. Partindo da compreensão de que a masculinidade é construída a partir de ideais de força, autocontrole e invulnerabilidade, o artigo discute como tais padrões impactam negativamente o autocuidado e a relação dos homens com os serviços de saúde, especialmente no contexto do câncer de próstata e do sofrimento psíquico masculino. As análises evidenciam que a dramaturgia de Plínio Marcos expõe os custos subjetivos, sociais e corporais das masculinidades hegemônicas, revelando como a violência e a repressão emocional operam como mecanismos de legitimação viril e disciplinamento dos corpos masculinos. Concluise que as obras do dramaturgo funcionam como importantes dispositivos críticos para refletir sobre os efeitos das normas de gênero e sobre a necessidade de construção de masculinidades mais plurais, vulneráveis e comprometidas com práticas de cuidado.
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