“Homem não chora”: masculinidades hegemônicas e cultura da invulnerabilidade em Plínio Marcos

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250631pt

Palabras clave:

Masculinidades Hegemônicas; Plínio Marcos; Saúde Masculina; Violência; Gênero.

Resumen

Este artigo analisa como as masculinidades hegemônicas são representadas e problematizadas nas peças “Barrela”, “Navalha na carne” e “Dois perdidos numa noite suja”, de Plínio Marcos, estabelecendo relações entre violência, virilidade, vulnerabilidade e saúde masculina. A pesquisa, de caráter qualitativo, bibliográfico e analítico-interpretativo, fundamentase nos estudos das masculinidades e na crítica de gênero para investigar de que modo as personagens masculinas reproduzem, tensionam ou deslocam modelos normativos de masculinidade socialmente legitimados. Partindo da compreensão de que a masculinidade é construída a partir de ideais de força, autocontrole e invulnerabilidade, o artigo discute como tais padrões impactam negativamente o autocuidado e a relação dos homens com os serviços de saúde, especialmente no contexto do câncer de próstata e do sofrimento psíquico masculino. As análises evidenciam que a dramaturgia de Plínio Marcos expõe os custos subjetivos, sociais e corporais das masculinidades hegemônicas, revelando como a violência e a repressão emocional operam como mecanismos de legitimação viril e disciplinamento dos corpos masculinos. Concluise que as obras do dramaturgo funcionam como importantes dispositivos críticos para refletir sobre os efeitos das normas de gênero e sobre a necessidade de construção de masculinidades mais plurais, vulneráveis e comprometidas com práticas de cuidado.

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Biografía del autor/a

  • Djalma Thürler

    Professor Titular do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton (IHAC), Pesquisador da ATeliê voadOR Teatro e do NuCuS, Salvador, BA, Brasil.

  • Duda Woyda

    Professor Visitante da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e da Universidade Federal do Pará (UFPA- Campus Bragança),
    Bragança, PA, Brasil

  • Raphaela Querino

    Estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil.

  • Rebecca Querino

    Estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Salvador, BA, Brasil.

Referencias

Publicado

2026-10-26

Número

Sección

Dosier – Masculinidades, género y salud

Cómo citar

Thürler, D., Woyda, D., Querino, R., & Querino, R. (2026). “Homem não chora”: masculinidades hegemônicas e cultura da invulnerabilidade em Plínio Marcos. Saúde E Sociedade, 35(4), e250631pt. https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250631pt