Democracia e gestão participativa: uma estratégia para a eqüidade em saúde?

Autores/as

  • Ana Maria Costa Ministério da Saúde; SEGEP; Departamento de Apoio à Gestão Participativa
  • Tatiana Lionço Ministério da Saúde; SEGEP; Depto de Apoio à Gestão Participativa

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-12902006000200006

Palabras clave:

Eqüidade, Políticas de saúde, Gestão participativa

Resumen

As práticas e mecanismos de participação social no campo da saúde constituem referências para a democracia participativa no Brasil. O presente ensaio parte da análise dos Comitês de Promoção de Eqüidade adotados pelo Ministério da Saúde. A eqüidade na saúde, entendida como o provimento de serviços para necessidades específicas de grupos ou pessoas, requer sujeitos e coletividades com poder e autonomia para enunciar seus desejos e necessidades. Os Comitês permitem aos distintos grupos sociais vocalizarem suas demandas e necessidades, provocando respostas articuladas do Governo, valorizando a integração de diversos órgãos governamentais para dentro e para fora do setor da saúde, com transversalidade e intersetorialidade. A institucionalização desta lógica na formulação e na gestão das políticas em saúde permite enfrentar a complexidade dos processos relacionados à saúde e à doença, às desigualdades e às iniqüidades. Ressalta-se a necessidade de mobilizar e re-politizar o debate sobre o direito à saúde, na perspectiva de ampliação da participação e do poder de intervenção dos grupos sociais em situação de exclusão.

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Referencias

Publicado

2006-08-01

Número

Sección

Tema em Discussão

Cómo citar

Costa, A. M., & Lionço, T. (2006). Democracia e gestão participativa: uma estratégia para a eqüidade em saúde? . Saúde E Sociedade, 15(2), 47-55. https://doi.org/10.1590/S0104-12902006000200006