Direitos sexuais, direitos reprodutivos: concepções de mulheres negras e brancas sobre liberdade
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902007000200012Palabras clave:
Liberdade, Gênero, Raça/Etnia, Direitos sexuais e reprodutivosResumen
A saúde reprodutiva relaciona-se ao usufruto da liberdade intrínseca aos direitos sexuais e reprodutivos. A questão central, neste artigo, é como a noção de liberdade se articula à condição social, de gênero, raça/etnia, com o intuito de investigar diferenças de gênero e de raça nas questões reprodutivas de mulheres negras e brancas, em relação à concepção de liberdade. A pesquisa é de natureza qualitativa e aborda questões reprodutivas de mulheres, a partir de um recorte de gênero e raça. Foram entrevistadas 36 mulheres, autoclassificadas brancas e negras (pretas e pardas), em união conjugal há, pelo menos, um ano. Os discursos foram analisados articulando-se raça/etnia e diferentes níveis de escolaridade. No conjunto, observa-se que as condições de vida e saúde reprodutiva de mulheres negras e brancas diferenciam-se em razão das condições socioeconômicas e culturais. Comparativamente, os discursos dos dois grupos podem ser interpretados em dois níveis característicos, da vida privada e do espaço público: enquanto mulheres brancas focam a defasagem das mulheres, no exercício eqüitativo da liberdade em relação aos homens, mas destacam conquistas no mundo do trabalho, mulheres negras pensam a liberdade mais circunscrita à possibilidade de vivência democrática da conjugalidade. As diferenças de discurso em relação à liberdade podem estar relacionadas tanto à questão do racismo no Brasil, historicamente vivenciado por mulheres negras no cotidiano, como às questões especificamente culturais dos dois grupos estudados.Descargas
Los datos de descarga aún no están disponibles.
Referencias
Descargas
Publicado
2007-08-01
Número
Sección
Part I - Articles
Cómo citar
Souzas, R., & Alvarenga, A. T. de. (2007). Direitos sexuais, direitos reprodutivos: concepções de mulheres negras e brancas sobre liberdade . Saúde E Sociedade, 16(2), 125-132. https://doi.org/10.1590/S0104-12902007000200012