Precisamos falar sobre colonialidade e racismo: lacuna no ecossistema editorial das Ciências Sociais e Humanas em Saúde Coletiva
DOI :
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026260144ptMots-clés :
Saúde coletiva, Racismo, Publicações Científicas e Técnicas, Colonialidade, Minorias Étnicas e RaciaisRésumé
Este ensaio reflete sobre como a invisibilidade da temática da colonialidade e do racismo nos periódicos científicos produz iniquidade editorial no campo das ciências sociais e humanas em saúde. Tal reflexão está ancorada na análise dessa produção editorial, a partir de duas perguntas disparadoras: O que se tem publicado sobre colonialidade e racismo com relação à saúde das populações negra e indígena? Em quais periódicos científicos os artigos vêm sendo publicados? Os resultados mostram que a lacuna temática é, ela mesma, tributária do racismo que permeia todo o ecossistema editorial brasileiro, bem como as práticas de publicação. Assim, para sua superação é imprescindível maior diversidade étnico-racial e territorial do corpo editorial dessas publicações, sugerindo-se a implementação de planos de enfrentamento ao racismo, com vistas à incorporação de narrativas dos povos tradicionais, ciganos, das favelas, ribeirinhos, quilombolas, migrantes, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ nos processos editoriais e textos publicados.
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