Caminhos para o acesso ao aborto autogestionado em um país da América Central com proibição total do aborto
DOI :
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026240368ptMots-clés :
Aborto Autogestionado; Aborto Medicamentoso; Apoio; Acesso ao Aborto; América Central.Résumé
Leis restritivas, serviços limitados e estigma caracterizam o acesso ao aborto na América Central. Este estudo qualitativo examinou os caminhos percorridos para a obtenção de informações e para o acesso ao aborto medicamentoso em um país onde o aborto é totalmente proibido. As participantes foram convocadas por meio de acompanhantes locais ou sites internacionais que oferecem orientação sobre aborto seguro, sendo realizadas 13 entrevistas aprofundadas com mulheres que haviam abortado utilizando misoprostol. As participantes relataram dificuldades para acessar informações precisas, medicamentos e apoio, bem como o medo da criminalização e do estigma. Além de pesquisar na internet, elas recorreram a contatos pessoais, especialmente a “amigas feministas”, que lhes proporcionaram um apoio confiável. Aquelas que interagiram com o sistema de saúde formal denunciaram violência obstétrica e ameaças de criminalização. Nesse contexto, o acesso ao aborto depende em grande medida das redes pessoais, tornando essenciais a informação precisa e o acompanhamento.
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