Saúde e crise da modernidade (caminhos, fronteiras e horizontes)

Auteurs

  • André Cezar Médici Instituto de Economia do Setor Público

DOI :

https://doi.org/10.1590/S0104-12901992000200004

Résumé

O objetivo deste texto é discutir algumas tendências da medicina, a partir da análise de sua evolução ao longo do período que, do ponto de vista histórico, caracteriza a modernidade e sua crise. A medicina é, desta forma, avaliada segundo as óticas da economia, das relações do poder, do desenvolvimento científico e tecnológico e da linguagem. A questão da economia remete a análise para a questão dos mercados e das formas de concorrência e crescimento capitalista assumidas pela medicina ao longo de sua trajetória A questão do poder remete a análise das instituições de saúde e das formas de organização do trabalho no setor. A questão da ciência procura avaliar o espectro de formas de produção do conhecimento no setor, bem como seus impactos na cobertura e na eqüidade do acesso às condições de saúde e assistência médica. Por fim, a questão da linguagem marca a análise de como a tecnificação extrema da medicina vai progressivamente caracterizando campos semânticos próprios a cada especialidade, dificultando o uso de teorias totalizadoras para explicar as relações internas no seio da produção de conhecimento no setor.

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Publiée

1992-01-01

Numéro

Rubrique

Original research articles

Comment citer

Médici, A. C. (1992). Saúde e crise da modernidade (caminhos, fronteiras e horizontes) . Saúde E Sociedade, 1(2), 49-78. https://doi.org/10.1590/S0104-12901992000200004