“Não conheci uma parteira até engravidar”: saúde sexual e reprodutiva de jovens mulheres mapuche, Chile
DOI:
https://doi.org/10.1590/Palavras-chave:
Adolescentes, Jovens, Saúde Sexual e Reprodutiva, Saúde de Populações Indígenas, GêneroResumo
Esse trabalho tem como objetivo explorar a prevenção e a promoção da saúde sexual e reprodutiva em jovens mapuche entre 18 e 24 anos, investigando as relações que estabelecem com o sistema de saúde biomédico e os desafios para incluir a interculturalidade nos serviços direcionados a esta população. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de estudo de caso. Foram aplicadas 32 entrevistas em profundidade com jovens mapuche das áreas rurais e urbanas da região de Araucanía, no Chile. É identificada a persistência de uma abordagem de saúde que carece de ferramentas interculturais e de foco nos direitos sexuais e reprodutivos. As jovens relatam a falta de acesso à educação sexual devido ao distanciamento que estabelecem com os serviços biomédicos de atenção primária e às dificuldades de falar sobre sexualidade com os adultos das suas comunidades. Conclui-se que as desigualdades no direito à saúde sexual e reprodutiva dos jovens indígenas, principalmente das mulheres, persistem. É necessário incorporar a abordagem intercultural e de direitos na elaboração de políticas públicas para essa população. Estas intervenções precisam ser elaboradas e implementadas envolvendo a população jovem e os agentes de saúde das suas comunidades de origem.
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