Névoas artificiais: possíveis olhares sobre a entrada dos cigarros eletrônicos no dispositivo do tabagismo
DOI:
https://doi.org/10.1590/Palavras-chave:
Tabagismo, Cigarro Eletrônico, Vapes, Cigarro, SaúdeResumo
A transformação do tabagismo em problema de saúde pública nas últimas décadas dialoga com noções contemporâneas importantes para a biomedicina e para a saúde coletiva, tais como a ideia de medicina preventiva, os debates sobre sentidos e práticas de risco, e mesmo o tema da aversão como estratégia de comunicação em saúde, seus alcances e limitações. Tais questões convergem com um tema importante para o campo da Antropologia da Saúde, que diz respeito às distâncias e aos embates entre o que é preconizado, a partir da biomedicina, como itinerários terapêuticos para o tratamento do tabagismo e as práticas e expectativas de pessoas tabagistas que pretendem parar de fumar. Ao mesmo tempo, recentemente o cigarro eletrônico tem ampliado sua presença no Brasil, seguindo tendência que parece ser mundial. Estima-se que quase 20% das/os jovens utiliza ou já utilizou o artefato, enquanto o uso do cigarro comum parece decrescer a cada ano. O presente artigo visa discutir, a partir de revisão bibliográfica e documental, bem como de elementos produzidos a partir de trabalho de campo, a entrada dos chamados cigarros eletrônicos no que denominamos dispositivo do tabagismo.
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