Políticas de saúde e antropologia da vida na Estratégia Saúde da Família
DOI:
https://doi.org/10.1590/Palavras-chave:
saúde da família, vida, agenciamentos, cuidado, antropologiaResumo
A investigação dos dilemas e desafios envolvidos no cotidiano das políticas da Estratégia Saúde da Família (ESF) pode ser reconfigurada na confluência com uma antropologia da vida, descentrando conceitos como saúde, cuidado e sofrimento e multiplicando as trilhas por onde passam os agenciamentos de humanos e não humanos. O objetivo deste artigo é analisar a ESF enquanto uma política da vida, que implica em um descenso ao cotidiano para entender etnograficamente os emaranhados de agenciamentos coletivos que se configuram no Sistema Único de Saúde (SUS), e além dele. Aproximar-se das “teorias da vida” implica em reconsiderar a biopolítica das populações e de biopoder a partir da perspectiva de Fassin que adverte que se a biopolítica implica na dissolução da vida em corpos e população, então precisamos retomar a “política da vida” enquanto um vasto território biológico e material; social e experiencial, que permitiria incluir as ambivalências e incertezas inerentes à política do cuidado. Esse arcabouço conceitual permitirá realizar uma releitura das pesquisas dos autores em diferentes contextos etnográficos da ESF ao longo das últimas décadas.
Downloads
Referências
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2024 Saúde e Sociedade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.