Vulnerabilidades de mulheres institucionalizadas que vivem com esquizofrenia: narrativas fotoetnográficas
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240478ptPalavras-chave:
Mulheres, Vulnerabilidade Social, Esquizofrenia, Gênero e Saúde, FotoetnografiaResumo
Este estudo teve como objetivo analisar as vulnerabilidades enfrentadas por mulheres diagnosticadas com esquizofrenia moradoras em um Residencial Inclusivo no Sul do Brasil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa fundamentada no referencial teórico-metodológico do Construcionismo Social, utilizando a fotoetnografia e a produção narrativa como métodos. Foram investigadas 28 mulheres, por meio de observação participante com imersão etnográfica, sendo as informações coletadas por registros fotográficos e textuais. A coleta de dados ocorreu ao longo de 18 meses, de julho de 2022 a janeiro de 2024, resultando na análise de 543 fotografias e um extenso corpus textual. Os achados revelaram práticas de exclusão, isolamento, tutela outorgada, deterioração corporal, hipermedicalização, dependência e cuidado fundamentado em práticas religiosas. As vulnerabilidades que afetaram a saúde mental dessas mulheres foram influenciadas por desigualdades de gênero e pela persistência de práticas manicomiais presentes na sociedade.
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