Processo de trabalho das agentes comunitárias de saúde no contexto da saúde digital: um estudo de observação não participante
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240099ptPalavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Agentes Comunitárias de Saúde, Saúde Digital, Política de Saúde, Sistema Único de SaúdeResumo
As Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) estão passando por um processo de incorporação tecnológica. Este artigo tem como objetivo compreender as interações entre o processo de trabalho das ACS e o uso da saúde digital. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo observação não participante a partir de 10 idas ao campo com 30 horas de observação do trabalho das ACS, sendo os dados analisados segundo a teoria do processo de trabalho em saúde. Os resultados apontaram vantagens para o trabalho das ACS como ampliação do acesso à saúde e da comunicação entre a equipe e usuários, agilidade na coleta dos dados e qualificação do cuidado; desvantagens também emergiram no cenário de uso das tecnologias digitais, como morosidade na reposição dos instrumentos danificados, perda da privacidade dos trabalhadores e condições de trabalho precarizadas. Conclui-se que os elementos do processo de trabalho das ACS se reorganizam para atender às antigas e novas necessidades territoriais em um contexto de revolução digital e que o trabalho face a face, relacional, ainda continua insubstituível diante das iniquidades sociais e em saúde.
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