“Tia Bete” e outras histórias. Uma Pedagogia do Cuidado por meio de narrativas
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240465ptPalavras-chave:
Educação em Saúde, Narrativa, Cuidado, DiabetesResumo
A despeito de movimentos que investem em narrativas como um modo de confrontar a lógica preponderantemente biomédica na formação/ educação em saúde, eles ainda são tímidos e seu potencial pedagógico é subestimado. Investigouse como as narrativas podem contribuir para uma pedagogia visando contemplar conhecimentos técnicos e experiências práticas, promovendo interações mais humanizadas e dialógicas na saúde, conformadas como Pedagogia do Cuidado. Apoiando-se na teoria narrativa (Ricoeur), na Pedagogia Crítica (Freire) e no conceito de Cuidado (Ayres) e com a educação em diabetes como fio condutor, o estudo baseou-se nas histórias de doze usuários de uma unidade de saúde. A possibilidade de narrar, e não simplesmente enumerar sinais e sintomas, propiciou elementos para abertura ao diálogo e efeitos catárticos decorrentes da construção e do compartilhamento das histórias. Mirando os enredos e os modos como são tecidos (cenas, cenários, personagens, valores em pauta), e não apenas conteúdos isolados, reconheceram-se sentidos da doença diante dos contextos de vida, situações-limites e horizontes de expectativas. As histórias apresentaram-se como potentes recursos para promover sínteses entre expectativas técnicas de controle da doença e condições concretas de convivência com essa condição crônica, destacandose a incorporação de elementos metafóricos como recurso para lidar com obstáculos impostos pelo viver com diabetes.
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