A Construção Social da Prevenção Biomédica do HIV
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025250007ptPalavras-chave:
HIV, AIDS, Biomedicalização, Prevenção, TecnologiasResumo
O artigo analisa as maneiras pelas quais as estratégias biomédicas de prevenção do HIV têm sido socialmente construídas na produção do conhecimento científico, nos debates sobre as políticas de HIV e no desenho e implementação de programas de saúde pública. Examina as mudanças de diferentes perspectivas nas pesquisas e na prática de saúde pública relacionadas à prevenção do HIV, como essas mudanças são historicamente moldadas e os interesses políticos e econômicos complexos e muitas vezes contraditórios que elas articulam. Situa tanto a invenção de novas tecnologias (testagem rápida e o uso das Profilaxias Pré-Exposição e Pós-Exposição ao HIV) quanto a redescoberta de tecnologias antigas (Circuncisão Masculina Médica Voluntária e o preservativo) no marco da história das respostas à pandemia. Ademais, explora os modos pelos quais a vontade de saber e a vontade de poder se entrelaçam nas ficções aparentemente necessárias que têm sido produzidas na e através da resposta ao HIV (e da saúde global de forma mais ampla). A análise destaca como tais narrativas iluminam o funcionamento da indústria global da saúde, as contradições não resolvidas na governança global da saúde e seu complicado engajamento com as políticas contemporâneas da sexualidade.
Downloads
Referências
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos autorais (c) 2025 Saúde Sociedade

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.