Equidade em saúde da população LGBTI+: trajetórias de luta na história do movimento social em Natal/RN
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025230637ptPalavras-chave:
Pessoas LGBTQIA+, Equidade Social e em Saúde, Direito à Saúde, Direitos Humanos, História da Saúde PúblicaResumo
A construção das condições políticas para o avanço das pautas da Reforma Sanitária Brasileira passa por pensar as necessidades de saúde de populações vulnerabilizadas ao longo do processo de formação sócio-histórica do Brasil. A ocupação de espaços do controle social e o acúmulo de forças do movimento LGBTI+ possibilitou um avanço à noção de equidade no SUS, a partir da criação da Política Nacional de Saúde Integral de LGBTs, em 2012. Nesse sentido, pretendemos analisar a história do movimento LGBTI+ em Natal e como a pauta do direito à saúde foi encampada ao longo do tempo na perspectiva de seus ativistas/militantes. A produção e análise de dados ocorreu a partir da perspectiva teórico-metodológica da Hermenêutica-Dialética, o que possibilitou a organização de narrativas compartilhadas por ativistas e militantes do movimento LGBTI+ de Natal, por meio de entrevistas semiestruturadas, complementadas por pesquisa documental. A análise empreendida permitiu verificar pelo menos dois ciclos no movimento LGBTI+ de Natal, com uma centralidade à questão do HIV/aids como um elemento articulador. Ademais, o direito à saúde consistiu como uma das principais pautas mobilizadoras, de modo que a reconstituição da sua relação com o movimento significou necessariamente reconstruir parte significativa de suas trajetórias.
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