Pandemia de covid-19 e o cuidado de populações vulneráveis: arranjos e enfrentamentos produzidos no Estado de São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025240214ptPalavras-chave:
Populações Vulneráveis, Covid-19, Modelos de Assistência à Saúde, Gestão em SaúdeResumo
Neste artigo, analisamos os caminhos de cuidado desenvolvidos por duas regiões de saúde do estado de São Paulo voltados às populações em situações de vulnerabilidade, em resposta à pandemia de covid-19. Trata-se de uma investigação do tipo estudo de casos múltiplos, com abordagem quali-quantitativa. Foram utilizados questionários semiestruturados e 29 entrevistas envolvendo gestores e profissionais da saúde atuantes nos Departamentos Regionais de Saúde e Secretarias Municipais de Saúde de 6 municípios, das Regiões de Saúde da Região Metropolitana de São Paulo e do interior. Nossas análises mostraram que persistem invisibilidades e uma perspectiva homogeneizadora sobre “ser/estar vulnerável”. Em relação ao tema das inovações, reiteramos os desafios enfrentados por gestores e profissionais da saúde que vivenciaram a intensificação de forças contrárias à construção de ações cuidadoras, tendo em vista as escolhas governamentais – em âmbito estadual/federal. Em que pese tais desafios e ações de cuidado identificadas, as andanças nos municípios nos convocam a refletir acerca da necessidade de ampliação da atuação intersetorial, em razão das necessidades e potencialidades presentes nos territórios em relação ao tema das vulnerabilidades, especialmente considerando que as iniciativas visibilizadas pouco apontam para articulações e arranjos diferentes dos produzidos a partir da lógica tradicional de pensar-agir em saúde.
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