A sociedade lipoaspirada: a lipofobia como motor estético e fator de sofrimento psíquico nas redes sociais
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902025250572ptPalavras-chave:
Lipofobia, Redes Sociais, Poder Correspondência Biomédico, Sofrimento Psíquico, Saúde PúblicaResumo
Padrões estéticos permeiam e impõem exigências ao indivíduo, imerso no contexto social, a fim de que se adéque à padronização de um corpo ideal. Nesse âmbito, a lipofobia, considerada como um discurso de caráter estético e social que impõe negatividade à gordura corporal, mantém-se como a tônica de uma sociedade que estabelece, para si, o magro e índices de “massa magra” como símbolos de um corpo saudável. Enraizada no imaginário social há tempos, a lipofobia encontra, no recente fenômeno das redes sociais, terreno fértil para se proliferar como uma máxima moralizante. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho é investigar os motores que conduzem não só à manutenção, mas também à propagação da lipofobia nas redes sociais. A partir de um diagnóstico da sociedade e dos comportamentos dos sujeitos imersos nas redes sociais, buscamos abordar, neste ensaio acadêmico, os fundamentos e motivadores dos discursos lipofóbicos, seus alicerces, seus mecanismos de propagação, seus efeitos e, ainda, os impactos psíquicos advindos da pressão estética corporal. Traçando um perfil dessa sociedade lipoaspirada, intentamos promover o debate e a discussão sobre um locus de pesquisa ainda pouco investigado — as redes sociais — salientando sua importância no âmbito da saúde pública.
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