Movimentos feministas e a construção de estratégias de cuidado integral a situações de aborto no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-129020252525197ptPalavras-chave:
Aborto Legal, Feminismos, Justiça Reprodutiva, Cuidado Integral, Movimentos SociaisResumo
O artigo analisa as trajetórias e estratégias construídas pelos coletivos feministas brasileiros Grupo Curumim, Humaniza Coletivo Feminista e Projeto Vivas para garantir o cuidado integral às situações de aborto e travessar os desafios institucionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Objetiva dialogar com esses coletivos para compreender quais caminhos possíveis podem ser construídos para garantir autonomia e acesso a serviços e direitos, através de ações de advocacy e redução de danos em contextos marcados pela criminalização e pelo estigma. A reflexão foi construída a partir de rodas de conversa virtuais com representantes dos coletivos, priorizando a escuta, o diálogo e a construção coletiva do conhecimento, em consonância com perspectivas feministas e decoloniais. Os resultados evidenciam práticas centradas no acolhimento, na informação, na articulação com serviços de saúde e na mobilização política, configurando-se como tecnologias sociais e feministas de cuidado integral. As experiências analisadas revelam tensões e articulações com os serviços de saúde, especialmente com a Atenção Primária à Saúde (APS), cuja ausência é notada nos itinerários de cuidado. Conclui-se que os coletivos ampliam o repertório de cuidado ao aborto no Brasil e contribuem para a formulação de políticas públicas baseadas na justiça reprodutiva, na autonomia e na dignidade.
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