O cuidado integral em saúde, a adesão à TARV e os desdobramentos político-afetivos de viver com HIV/Aids entre mulheres brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-12902026240077ptPalavras-chave:
HIV, Cuidado em Saúde, Mulheres, Integralidade da Saúde, Terapia AntirretroviralResumo
O artigo aborda considerações emergentes de uma
pesquisa-intervenção cujo objetivo foi conhecer
os sentidos de viver e os desdobramentos políticoafetivos
da terapia antirretroviral (TARV) entre
mulheres brasileiras que vivem com vírus da
imunodeficiência humana (HIV). Adotando o Método
Cartográfico (Deleuze; Guattari, 1995), utilizaram-se
entrevistas e encontros de grupo como ferramentas,
problematizando a tensão entre o macropolítico
expresso nas políticas públicas e práticas de
cuidado nas unidades de saúde e as micropolíticas
empreendidas por cada uma das mulheres para
viverem melhor. Como resultado, mulheres apontaram
desafios que enfrentam nos âmbitos programático,
social, familiar, amoroso, sexual, racial e de gênero,
desenvolvendo um olhar crítico sobre os cuidados
recebidos nos serviços de saúde e sublinhando a
necessidade de que profissionais e políticas de
saúde incorporem a dimensão do afeto como meio de
promoção da saúde. Conclui-se que o cuidado integral
às mulheres vivendo com HIV/Aids exige mudanças
nas práticas profissionais que permitam a ressonância
intensiva dos afetos compartilhados na construção
do cuidado em saúde, criando territórios relacionais
que reconheçam a tensão própria das diferenças
subjetivas e que fortaleçam a concretização de
Projetos Terapêuticos Singulares, incluindo famílias.
Profissionais de saúde brasileiros da Atenção Primária
e Especializada precisam viver processos de Educação
Permanente em Saúde para ser possível.
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