Representações sociais do viver com HIV/Aids para pessoas trans e travestis
DOI:
https://doi.org/10.1590/S0104-129020260686ptPalavras-chave:
Pessoas Transgênero, Travestilidade, HIV, Representação SocialResumo
As fragilidades que englobam a expressão da identidade transgênero incorporaram estigmas e sobreposição de preconceitos socialmente construídos para as pessoas vivendo com HIV/Aids. Objetivou-se apreender as representações sociais associadas ao viver com HIV/Aids para pessoas transgênero. Tratase de um estudo qualitativo, exploratório e descritivo, com base na Teoria das Representações Sociais. Os dados foram coletados entre os meses de dezembro de 2019 e fevereiro de 2020. Foram entrevistadas oito pessoas transgênero, sendo sete mulheres e um homem, com idade entre 20 e 60 anos. Foi utilizada uma entrevista semiestruturada, seguida da aplicação de um Teste de Associação Livre de Palavras (TALP). Os dados foram analisados conforme análise de conteúdo temática. O núcleo central de representação foi: o “viver” com HIV/Aids e a possibilidade do autocuidado. Os elementos periféricos relacionados foram: adesão à terapia antirretroviral; preconceito e vulnerabilidade social; arrependimento; morte. Conclui-se que a relação entre a transexualidade e o viver com HIV/Aids implicou pontos negativos, como o medo da morte, arrependimento e aumento do contexto de vulnerabilidade. No entanto, as narrativas apontaram para a atribuição de novos significados a essa experiência, indicando um processo de reestruturação, promovendo a oportunidade de maior cuidado de si.
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