“Sem enfrentar o racismo não se promove equidade em saúde” – entrevista com Fernanda Lopes
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https://doi.org/10.1590/S0104-12902026250273-ptPalavras-chave:
Movimentos Sociais; Saúde das Mulheres; Racismo; Políticas Públicas; Equidade em SaúdeResumo
Com trajetória marcada por contribuições pioneiras à Saúde Coletiva, Fernanda Lopes, epidemiologista, gestora e ativista negra, concede uma entrevista que perpassa sua experiência no enfrentamento ao racismo institucional e na formulação de políticas públicas, com ênfase nas lutas coletivas por equidade e justiça reprodutiva. Entre sua vasta produção, consta o primeiro texto publicado em boletim epidemiológico de AIDS destacando as iniquidades raciais que afetavam a população negra, em 2001, e a primeira tese brasileira sobre mulheres negras e AIDS, em 2004. Articulando produção de conhecimento e militância, sua atuação abrange instituições públicas, movimentos sociais e organismos internacionais. A entrevista integra o projeto “Memórias de mulheres negras em movimento pelo direito à saúde”, que visa documentar trajetórias e contribuir para a visibilização do protagonismo de mulheres negras no campo da saúde no Brasil.
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